domingo, 21 de julho de 2013

Nosso escrito na revista Veja

Clique na imagem!


O escrito acima está na revista Veja desta semana e fala sobre as últimas medidas proferidas pelo governo federal com relação à Medicina brasileira.

A presidente Dilma insiste em querer atribuir o caos da saúde à "falta de médicos", implantando um programa que já começa errado por medida provisória, ao invés de ser por decreto de lei (o mesmo já está sendo avaliado pelo Supremo Tribunal de Justiça) e esse mesmo programa já nasce com ar autoritário e ditadorial, sem consulta às entidades médicas, aos centros de ensino, à população, impondo trabalho escravo, aumentando por mais dois anos os cursos de Medicina, para que os médicos recém-formados trabalhem esse mesmo período de graça no Sistema Único de Saúde. Eu lhes pergunto se os bilhões de impostos que pagamos não são para termos universidades públicas e outros benefícios que temos mesmo que de forma precária?

Os índices mostrados pela demografia dos médicos no Brasil mostram que os médicos estão em quantidade suficiente (atualmente temos 1,8 médicos a cada mil habitantes, sendo que o preconizado pela Organização Mundial da Saúde é de 1 médico a cada mil habitantes), porém nossos médicos são mal distribuídos nas diversas regiões do Brasil, por falta de investimentos na saúde, má gestão pela corrupção, desvalorização dos profissionais da saúde, descompromisso político, ações eleitoreiras, articulações políticas coercitivas aos médicos, não resolvendo o real problema, por falta de condições de trabalho.

O problema é mais sério: faltam leitos de UTI, faltam medicamentos e infraestrutura, falta segurança nos ambientes de trabalho, assim como faltam serviços de alta complexidade, exames laboratoriais e de imagem, falta também a valorização dos outros profissionais da saúde.

A solução foi proposta ao governo: a carreira de estado para os profissionais da saúde, o destino de 10% do orçamento da União na Saúde e arrecadação de investimentos dos royalties do petróleo para saúde e educação, a revalidação dos diplomas de médicos estrangeiros por uma prova aplicada pelo MEC, chamado Revalida, etc.. O governo tapou seus ouvidos às entidades médicas, que se retiraram dos orgãos representativos da saúde em protesto.

Conclusão: o movimento médico a cada dia está mais forte, pois aos poucos todos estão vendo os nossos sacrifícios para atender bem a população. Querer ir de encontro ao movimento médico está sendo uma estratégia suicida dos governantes.


Então, escrevi para Veja:

"Sou médico e observo que o Brasil não precisa do programa Mais Médicos, mas sim de mais investimentos e menos enganação."


Abraços!!

Marco Valério

3 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns.Disse em poucas palavras a mais pura verdade!

Rosalice Tejo Di Pace disse...

Parabéns colega Marco Valerio!! A nossa força encontra-se na união e na coerência! Não deixemos nos abater! "Quem sabe faz a força não espera acontecer"...

Eduardo Ramalho disse...

Brilhante analise da situacao da saude no Brasil.